O deputado estadual Waldemar Borges (MDB) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (16) para criticar a forma como o Governo de Pernambuco, sob a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), tem tratado os condutores de veículos no estado. Em vídeo divulgado nas plataformas digitais (vídeo acima), o parlamentar destacou o caso da empresa de transporte LOGO Caruaruense, pertencente ao pai da governadora, que, segundo ele, estaria operando sem licença desde 2020.
De acordo com Waldemar Borges, a situação evidencia um tratamento desigual por parte do poder público. Enquanto a empresa ligada à família da governadora seguiria funcionando de forma irregular, veículos de trabalhadores estariam sendo apreendidos por infrações consideradas simples, como atraso no pagamento do IPVA.
“Desde que surgiu esse caso da empresa Caruaruense, dois aspectos têm nos chamado atenção. Primeiro, a forma desigual como essas situações são tratadas”, afirmou o deputado. Ele destacou que trabalhadores da zona rural, ao utilizarem seus veículos para atividades básicas, como ir à feira ou ao trabalho, acabam tendo os automóveis recolhidos, enfrentando custos elevados e dificuldades para regularização.
Como exemplo, o parlamentar citou um caso ocorrido nesta sexta-feira (16), no município de Chã Grande, na Zona da Mata pernambucana. Segundo ele, um veículo modelo Spin, que atuava como táxi e possuía alvará regularizado, foi apreendido pela Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI).
“Essa Spin foi apreendida hoje, táxi, com alvará, com tudo. Teve que pagar R$ 3.500 para liberar o carro hoje. Essa maneira desigual de se tratar o pequeno e se tratar o grande causa, realmente, indignação”
Declarou.
No segundo ponto abordado, Waldemar Borges criticou o discurso adotado pela governadora Raquel Lyra, que, segundo ele, tem feito referências a gestões anteriores enquanto o atual governo enfrenta denúncias que ainda não foram devidamente esclarecidas.
“Esse sim precisa de explicação, precisa de uma apuração muito rigorosa. Não é só devolver as linhas para a EPTI e achar que com isso a situação está superada. Não está. Pernambuco tem o direito de receber as informações em relação a esse caso, e o governo tem o dever de prestar esses esclarecimentos”
Concluiu o deputado.


