O senador Humberto Costa foi confirmado como o novo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e permanecerá no cargo até as eleições internas da legenda, marcadas para o dia 6 de julho. Sua nomeação ocorre após a saída de Gleisi Hoffmann, que assumiu a Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula.
Durante sua primeira declaração como presidente efetivo do PT, Costa ressaltou a importância da unidade partidária, destacando que o partido abriga diferentes vertentes ideológicas, mas precisa manter a coesão em torno de suas pautas principais.
“O PT é um partido plural, com concepções que vão desde comunistas e marxistas até cristãos progressistas. É natural termos divergências, mas essas devem ser tratadas com tranquilidade e transparência, para que possamos nos manter unidos em torno das decisões e da nova direção do partido.”
Afirmou.
Humberto Costa também destacou que seu perfil de liderança pode ter diferenças em relação ao de sua antecessora, Gleisi Hoffmann. Em entrevista após reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ele enfatizou que o partido manterá uma postura combativa e de apoio ao governo Lula, mas com um estilo de liderança próprio.
“Cada pessoa tem o seu estilo. Gleisi foi muito firme em suas colocações, atuou com força em cada tema da conjuntura. Vamos seguir esses passos, mas naturalmente com algumas diferenças na abordagem.”
Pontuou o senador.
A transição de liderança acontece em um momento crucial para o PT, que busca consolidar sua posição nas eleições municipais e fortalecer sua estrutura política para o futuro. A expectativa é que, sob a presença de Humberto Costa, o partido reforce seu diálogo interno e amplie sua atuação junto à base governista.
O novo presidente reafirmou seu compromisso de manter o PT atuante e engajado, garantindo que o partido continue a desempenhar um papel central na política nacional.
“Vamos trabalhar para fortalecer ainda mais o PT, consolidar sua presença nos espaços políticos e garantir que as vozes dos nossos filiados e militantes sejam ouvidas e respeitadas.”
Finalizou Costa.