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Apoio de Joaquim Neto a João Campos foi o assunto mais comentado da semana

Publicado Por: Só Política

A decisão do ex-prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), de declarar apoio à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco se tornou um dos principais assuntos políticos da semana no município e também ganhou repercussão nos bastidores da política estadual.

Anunciada na última terça-feira (4), a adesão rapidamente ultrapassou os limites de Gravatá e passou a ser destaque em blogs, portais e veículos especializados na cobertura política de Pernambuco. O movimento chamou atenção principalmente pelo histórico de Joaquim Neto e pela proximidade que o ex-prefeito manteve, nos últimos anos, com o grupo político da governadora Raquel Lyra (PSD).

Ex-prefeito de Gravatá por três mandatos, Joaquim apoiou Raquel Lyra na eleição para o Governo de Pernambuco, em 2022, e chegou a comandar o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) durante a atual gestão estadual. Em 2024, voltou a disputar a Prefeitura de Gravatá pelo PSDB, partido ao qual Raquel também esteve ligada antes de mudar de legenda.

É justamente esse histórico que dá peso político à decisão. O apoio a João Campos não foi interpretado apenas como uma adesão de campanha, mas como um movimento que representa, ao mesmo tempo, um reforço para o projeto eleitoral do prefeito do Recife e uma perda de um aliado que esteve próximo do grupo da governadora.

A movimentação também colocou Gravatá em evidência no cenário estadual. Joaquim Neto continua exercendo influência política no município e mantém um grupo formado por lideranças, ex-candidatos, aliados e apoiadores. Para as eleições deste ano, além de João Campos para o Governo do Estado, o ex-prefeito já havia confirmado apoio à reeleição do deputado federal Lucas Ramos e à candidatura de Bruno Marques para deputado estadual, ambos do PSB.

A aproximação com o campo socialista, portanto, não surgiu de forma repentina. Ela vinha sendo construída há alguns meses, enquanto Joaquim demonstrava um distanciamento cada vez maior do Governo do Estado. Em manifestações públicas, o ex-prefeito chegou a expressar insatisfação com a relação mantida com a gestão estadual e afirmou que não vinha sendo ouvido politicamente.

Com a nova definição, Joaquim Neto volta a dividir um palanque estadual com o PSB depois de vários anos. Um dos capítulos mais lembrados dessa relação ocorreu em 2010, quando o então prefeito apoiou a reeleição de Eduardo Campos ao Governo de Pernambuco. Agora, 16 anos depois, volta a apoiar um integrante da família Campos na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

A repercussão foi imediata. Ao longo da semana, o anúncio esteve presente nas conversas políticas, grupos de mensagens e redes sociais de Gravatá, além de ganhar espaço em veículos de comunicação com alcance estadual. O movimento também passou a alimentar discussões sobre como os principais grupos políticos do município deverão se posicionar durante a campanha.

Nos bastidores, a adesão ainda é observada pelo potencial de provocar novas movimentações entre lideranças que anteriormente estiveram próximas de Raquel Lyra. Embora cada município tenha sua própria dinâmica política, o gesto de Joaquim passou a ser apontado como mais um capítulo da disputa entre João Campos e Raquel pela construção de palanques e pela consolidação de apoios no interior de Pernambuco.

Em Gravatá, o cenário também começa a ganhar novos contornos. O posicionamento do ex-prefeito ajuda a deixar mais claras as forças que deverão se alinhar na disputa pelo Governo do Estado e pode aumentar a atenção das campanhas estaduais sobre o município durante os próximos meses.

Mais do que uma declaração de apoio, a decisão de Joaquim Neto representa uma mudança relevante no cenário político de Gravatá. O movimento fortalece o palanque de João Campos no município, amplia sua articulação na região e coloca novamente Gravatá no centro das atenções das negociações políticas que antecedem as eleições de 2026.