ex-prefeito- Joaquim Neto

Após confirmar que não será candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, Joaquim Neto (PSDB), ex-prefeito de Gravatá por três mandatos, concentra esforços na articulação de seu grupo político no município, mantendo o foco voltado para a disputa pela Prefeitura de Gravatá em 2028.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (12) à rádio Nova FM 106,7, Joaquim deixou claro que não disputará cargo eletivo neste pleito. Apesar disso, afirmou que participará ativamente da campanha eleitoral, “como se estivesse em uma campanha própria”, destacando seu empenho e dedicação nos processos políticos dos quais participa.

Durante a entrevista, Joaquim também declarou apoio a Bruno Marques, pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). Médico e jovem liderança política da região de Petrolândia, no Sertão de Itaparica, Bruno surge como uma das apostas da sigla para as eleições deste ano.

Para deputado federal, Joaquim Neto mantém a parceria política de longa data com Lucas Ramos (PSB), que disputará a reeleição. Segundo o ex-prefeito, a construção de alianças estratégicas é fundamental para garantir resultados positivos para Gravatá.

Político experiente, Joaquim Neto é reconhecido pela capacidade de construir parcerias institucionais em benefício do município, que administrou por três mandatos. À frente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), também buscou fortalecer articulações que seguem gerando resultados.

Vale lembrar que sua gestão no IPA, entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2024, foi marcada por ações voltadas à reestruturação e ampliação da visibilidade do órgão. Joaquim adotou uma postura ativa, promovendo encontros com extensionistas em gerências regionais, como em Carpina, com o objetivo de valorizar o corpo técnico e discutir demandas locais.

Também promoveu agendas com setores produtivos, incluindo reuniões com o SINDAÇÚCAR para discutir pesquisas ligadas à sustentabilidade e à redução de carbono. Entre as ações desenvolvidas, destacam-se ainda a doação de mudas para municípios, como Bezerros, aproximando o instituto dos produtores rurais.

Ao deixar o cargo, Joaquim destacou avanços administrativos importantes, como a recuperação da capacidade de crédito do IPA — que enfrentava pendências junto à União — e a viabilização de R$ 116 milhões em projetos, após assumir a instituição com um déficit de R$ 32 milhões.